Interpretação por IAGerado por IA
Um genoma neandertal de 110 mil anos revela estrutura populacional e isolamento antigo.
Cientistas sequenciaram o genoma de um neandertal macho de ~110 mil anos da Caverna Denisova, na Sibéria, com alta cobertura. Comparando com outros genomas neandertais, viram que ele era mais próximo de outro neandertal de Denisova (~120 mil anos) do que dos europeus ou de um neandertal de Chagyrskaya (~80 mil anos). Os dois de Denisova tiveram fluxo gênico de denisovanos, algo ausente em neandertais posteriores. Isso mostra que os neandertais do Altai viviam em grupos pequenos e isolados, com grande diferenciação genética entre populações.
- Neandertais de Denisova (110 e 120 mil anos) formam uma linhagem mais próxima entre si do que com neandertais europeus ou de Chagyrskaya.
- Os dois neandertais de Denisova receberam fluxo gênico de denisovanos, padrão ausente em neandertais posteriores do Altai e da Europa Ocidental.
- Neandertais do Altai (120–80 mil anos) tinham mais regiões homozigóticas, indicando grupos menores e mais isolados que os europeus (54–40 mil anos).
Interpretação das amostras
A amostra inclui um único indivíduo masculino de ~110 mil anos, da Caverna Denisova, com genoma de alta cobertura (~37x). O haplogrupo do cromossomo Y é A000b, um ramo basal antigo. Não há dados de mtDNA ou cultura associados. Esse único genoma, somado a outros já publicados, permitiu inferir estrutura populacional e fluxo gênico com denisovanos.
Para entusiastas de genealogia
Para quem estuda ancestralidade, isso mostra que os neandertais não eram um grupo homogêneo: havia populações bem diferenciadas, comparáveis às diferenças entre humanos modernos. O fluxo gênico com denisovanos reforça a complexidade das interações na Ásia. Esses dados ajudam a entender a diversidade e o povoamento humano antigo.
Resumo
Apresentamos um genoma sequenciado com uma cobertura genómica de aproximadamente 37 vezes, proveniente de um homem Neandertal com cerca de 110.000 anos, da Caverna de Denisova, nas Montanhas Altai, e analisamo-lo em conjunto com genomas Neandertais de alta qualidade publicados anteriormente. Mostramos que ele pertencia a uma população mais estreitamente relacionada com um Neandertal de cerca de 120.000 anos da Caverna de Denisova do que com os Neandertais da Europa ou com um Neandertal de cerca de 80.000 anos da Caverna de Chagyrskaya, nas Montanhas Altai. Ambos os Neandertais da Caverna de Denisova mostram evidências de fluxo genético proveniente dos Denisovanos, um padrão não observado em Neandertais posteriores da região de Altai ou da Europa Ocidental. A extensão das regiões cromossómicas de homozigotia nos Neandertais da região de Altai entre 120.000 e 80.000 anos indica que viviam em grupos menores e mais isolados do que os Neandertais posteriores na Europa (54.000 a 40.000 anos). Estimamos a extensão da diferenciação das frequências alélicas entre as populações Neandertais e descobrimos que os Neandertais Orientais mais antigos da região de Altai e os Neandertais Ocidentais mais recentes da Europa eram tão diferenciados como as populações humanas atuais mais diferenciadas em todo o mundo.