Genomas de Koksijde revelam fusão de duas ancestralidades na Flandres merovíngia.
O estudo analisou 48 esqueletos medievais da Flandres, incluindo 30 do sítio costeiro de Koksijde (675-750 d.C.). Foram identificadas duas ancestralidades distintas: uma partilhada com a Inglaterra e os Países Baixos altomedievais, e outra menor, provavelmente gaulesa continental. A análise de parentesco não encontrou grandes linhagens de elite, mas sim relações distantes modulares. Indivíduos com mais de 90% de ancestralidade gaulesa não tinham laços de parentesco entre si.
A amostra inclui 30 esqueletos de Koksijde (675-750 d.C.) e 18 de dois sítios medievais da Flandres atual. O único haplogrupo Y resolvido é I-FGC70887 e o mitocondrial é T2e. A análise de parentesco identificou uma alta modularidade de relações distantes no grupo principal, enquanto os indivíduos com mais de 90% de ancestralidade gaulesa não apresentavam laços de parentesco entre os indivíduos amostrados.
Para quem estuda ancestralidade, este estudo mostra que a Flandres merovíngia foi um ponto de encontro genético duradouro, com impacto semelhante ao caso britânico. A ancestralidade não é estática: comunidades costeiras incorporaram migrantes e misturaram-se ao longo de gerações.
| Haplogrupo | Amostras | |
|---|---|---|
| I-FGC70887 | 1 |
| Amostra | Y-DNA | mtDNA | Cultura / Período |
|---|---|---|---|
| WG25chr_utigKOS002 | I-FGC70887 | T2e |